sábado, 26 de janeiro de 2013

REFLEXÃO PARA O 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O Livro de Neemias nos dá um relato do que poderíamos chamar a “primeira celebração da palavra”. Ela foi realizada quando se percebeu a desordem que havia no meio do povo, onde cada um fazia o que desejava. Por ignorância, não se praticava a Lei e o caos imperava. Esdras, doutor da lei mosaica, foi enviado por Artaxerxes, rei persa, a Jerusalém, para colocar ordem na cidade. Ele preparou o povo e esperou o primeiro dia do novo ano para fazer uma solene celebração litúrgica, com todas as pessoas capazes de compreender.

Os convocados compareceram, com absoluta boa vontade e sabiam que a solenidade duraria muitas horas, e na verdade era o Senhor quem os convocava.

Esdras, consciente de que o momento era emblemático, usou de sua sensibilidade para demonstrar ao povo a grandeza do momento: mandou erguer um estrado de madeira, em um lugar visível a todos, e nele criou um ponto elevado para ser o local da tribuna, onde seria proclamada a Lei do Senhor. Era necessário que todos o vissem e ouvissem quando fosse abrir o livro e fazer sua leitura.

Quando isso aconteceu, o povo ficou de pé e o ouvia com atenção. Esdras explicava seu sentido para que o povo pudesse compreender a leitura. Ao final da proclamação o povo disse “Amém! Amém! E se prostrou por terra. Era o Senhor que falava através de Esdras e a prostração foi o sinal de que todos estavam conscientes disto.

O povo, conhecedor de suas próprias falhas, chorava, contudo Esdras chamava-lhes a atenção para o aspecto da amizade de Deus; ela é mais importante que tudo, daí não chorar, mas festejar. Mais ainda, a alegria do Senhor é e será a força do povo. Por outro lado, sentir-se pecador, deve ser celebrado com alegria, pois ter essa consciência é um dom de Deus!

São Lucas, logo no início de seu Evangelho, escreveu: “...história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles ministros da palavra”. O evangelista nos diz que o que vai narrar não é uma fábula, mas aconteceu realmente e nos foi transmitido pelos servidores de Jesus Cristo, o personagem central de seus relatos.

Para mostrar a todos a excelência de Jesus dentro da tradição dos profetas, Lucas recorda o dia em que o Mestre, com trinta anos de idade, foi à sinagoga e o presidente dela convidou-o a fazer a segunda leitura do dia. Jesus abriu o rolo que continha os escritos que falavam sobre sua vinda, mas indecifráveis até então. Escolheu o texto do profeta Isaías que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim e...enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres”. Ao enrolar o volume e entregá-lo ao assistente, Jesus diz, com esse gesto, que todos os escritos do Antigo Testamento acabaram, naquele instante, de cumprir sua missão: conduzir as pessoas até ele. Por isso podem ser enrolados e guardados.

Nesse exato momento, todos os olhos estão voltados para ele. Todos desejam ouvir o que o Mestre irá dizer. Começaram os novos tempos!

Se hoje continuamos a ler os textos do Antigo Testamento, os lemos antes dos do Novo, pois eles são indispensáveis para nossa preparação à acolhida de Jesus Cristo.

A partir da homilia de Jesus, após as leituras bíblicas, sabemos que ela deverá estar dentro da realidade das pessoas e sempre ser mensagem de alegria, de esperança em Deus.

Pe. César Augusto dos Santos
Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ESCOLA GEV ACONTECE EM GUARATINGUETÁ

No período de 24 de janeiro até 31 de janeiro de 2013, acontece na Fazenda da Esperança da Cidade de Guaratinguetá, Estado do São Paulo, mais uma Escola GEV - Grupo Esperança Viva - de todas as cidades do Brasil que possuem esse braço da Família da Esperança, estando reunidos os responsáveis pelos GEV's.

Neste ano é comemorado os 30 (trinta) anos da Fazenda da Esperança e 15 (quinze) anos do Grupo Esperança Viva, portanto um dos motivos da Escola GEV deste ano é render graça a Deus por esse período caminhado e lançar olhares para o caminho que ainda deve ser percorrido, sempre na unidade.

Nesse período de encontro, Pe. César que se encontra em missão no México e que veio especialmente para esse momento de comunhão e orientação a todos os responsáveis pelos GEV's.

Portanto, somos convidados a rezar pelo êxito desse encontro.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Apresentados ao Papa os dois cordeiros cuja lã servirá para confecionar o pálio sagrado

Cidade do Vaticano (RV) - A Igreja celebra nesta segunda-feira, 21 de janeiro, a memória litúrgica de Santa Inês e, segundo uma tradição antiga, nesta data são apresentados ao Papa dois cordeiros abençoados.

A lã deles servirá para confeccionar os pálios sagrados, ou seja, as insígnias que no dia 29 de junho de todos os anos o Santo Padre entrega aos novos arcebispos metropolitanos.

Também este ano, logo após o meio-dia, a cerimônia realizou-se na residência apostólica, no Vaticano. Os dois cordeiros apresentados a Bento XVI trazem à mente o martírio da Santa, de quem o Papa ano passado fizera um retrato espiritual. Aproveitamos a ocasião para recordar.

Era 21 de janeiro do ano 305, Estádio Domiciano, onde hoje se encontra a famosa Praça Navona, no centro de Roma. A Cidade Eterna preparava-se para assistir outro banho de sangue. Havia cerca de dois anos, o imperador Diocleciano decidira exterminar os cristãos uma vez por todas. A perseguição foi caracterizada pela violência mais feroz.

Naquele 21 de janeiro encontrava-se acorrentada uma adolescente de 12-13 anos. A sua culpa residia no fato de, além de ser cristã, não querer renunciar à sua escolha de fidelidade a Jesus feita na castidade.

Inutilmente, os carnífices tentaram de tudo para fazê-la renunciar a sua fé. Acabaram por ceifar-lhe a vida desferrando-lhe um golpe mortal de espada, como se fazia naquele tempo com os cordeiros.

Essa é, substancialmente, a história do martírio de Santa Inês, segundo as fontes antigas, embora com algumas discordâncias historiográficas. Ao invés, aquilo de que a Igreja não tem dúvidas é da extraordinária têmpera de fé demonstrada pela mártir, como ressaltou o Papa ano passado:

"Martírio – para Santa Inês – quis significar a generosa e livre aceitação de entregar a própria vida jovem, na sua totalidade e sem reservas, a fim de que o Evangelho fosse anunciado como verdade e beleza que iluminam a existência. No martírio de Inês, acolhido com coragem no Estádio de Domiciano, resplandece para sempre a beleza de pertencer a Cristo sem titubeios, consagrando-se a Ele." (Discurso Almo Colégio Capranica, 20 de maio de 2012)

Em seu martírio, observara o Papa, "Inês selou outro elemento decisivo da sua vida, a virgindade para Cristo e para a Igreja":

"De fato, o dom total do martírio é preparado pela escolha consciente, livre e madura da virgindade, testemunhada pela vontade de ser totalmente de Cristo. Se o martírio é um ato heróico final, a virgindade é fruto de uma prolongada amizade com Jesus amadurecida na escuta constante da sua Palavra, no diálogo da oração, no encontro eucarístico. Inês, ainda jovem, havia aprendido que ser discípulos do Senhor significa amá-lo arriscando toda a existência." (Discurso Almo Colégio Capranica 20 de maio de 2012)

Em 29 de junho próximo, Bento XVI entregará o pálio sagrado aos novos arcebispos metropolitanos. O rito se realizará em outra praça, também ela teatro de martírio: a praça São Pedro. Não é uma casualidade, porque, como afirmou o Papa...

"...essa nossa cidade é fundada também na amizade com Cristo e no testemunho de seu Evangelho, de muitos de seus filhos e filhas. A generosa doação deles a Cristo e ao bem dos irmãos é um componente primário da fisionomia espiritual de Roma". (Discurso Almo Colégio Capranica, 20 de maio de 2012) (RL)
Fonte: Site da Rádio Vaticano

domingo, 20 de janeiro de 2013

REFLEXÃO PARA O 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - O Senhor restaura Jerusalém e faz surgir nela a justiça. Toma-a como sua esposa. Ele é o esposo apaixonado por ela e ao dar-lhe um nome novo ela se torna importante em meio a todos ao povos. Sua ação a faz Povo de Deus.

No Evangelho, João descreve o início dos sinais de Jesus realizados em uma festa de casamento. O casamento celebra a doação, a entrega recíproca de duas pessoas, para sempre.

Do mesmo modo dá-se a entrega de Jesus pela Igreja, sua esposa e, como tal, é o que se espera dela, que seja fiel e honre o amor recebido. Essa cerimônia é realizada três dias depois do encontro de Jesus com seus discípulos, o que nos recorda a ressurreição de Jesus três dias após sua entrega redentora por sua esposa, a Igreja.

A presença de Maria é citada fora do grupo dos discípulos de Jesus e o Senhor a chama de mulher. João quer dizer que Maria estava na festa, mas representava a Humanidade, os filhos de Eva que aguardavam a chegada do Esposo, Jesus. Na sala estão seis talhas de pedra para a purificação ritual. Ora, essa informação nos fala da imperfeição da purificação antiga. São seis e não sete, que, na simbologia bíblica representa o número perfeito, e fala também da abundância de água, que se tornará abundância de vinho.

A presença do Mestre plenifica a purificação, pois ela se dará com seu sangue, sinalizado pela abundância de vinho. Do mesmo modo a excelência do vinho novo, advindo pós ação de Jesus. Finalmente vejamos os diálogos. Jesus diz que sua hora ainda não chegou. Ele se refere à hora em que redimirá a Humanidade, com sua paixão. Maria diz: “Fazei tudo o que ele vos disser!” É a Humanidade convertida que aceita obedecer a Deus, reconhece-o como Senhor, diferentemente do filhos de Eva.

Portanto, João quer nos dizer que nessa cena de casamento foram realizadas, prefiguradamente, as núpcias entre Cristo e a Humanidade. A profecia de Isaías se realiza. O Senhor torna a Humanidade sua predileta, a desposa na cruz e lhe dá um nome novo: Meu Povo!

A liturgia de hoje nos diz que o amor de Jesus por nós é radical e seu amor é comparado ao de um esposo que ama tanto a ponto de dar a vida por sua amada. Sejamos fiéis ao nosso batismo. Nele demos nosso sim ao Senhor e a aliança que foi selada com seu sangue redentor. Vivamos o amor e aguardemos o dia feliz das núpcias eternas!
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

REUNIÃO DO DIA 17 DE JANEIRO DE 2013

Mais uma quinta-feira em na sua vida pela graça e bondade de Deus e o Grupo Esperança Viva de Cachoeiro de Itapemirim, mais um vez reuniu-se em uma das salas anexas à Igreja/Catedral de São Pedro Apóstolo para cantar, rezar e partilhar o que se viveu durante a semana da Palavra de Deus.
 
Neste dia foi partilhado a Palavra de Deus presente em Hebreus 3, 7-14 com o tema: "Animai-vos uns aos outros". Sim! Na caminhada preciso estar animado para seguir a Jesus e sua proposta de homem e mulher novos! Portanto, o negócio é não caminhar sozinho, pois, hoje, você pode estar desanimado, mas o seu irmão do lado pode animá-lo a continuar no caminho.
 
E que presente maravilhoso que Deus preparou para o GEV, a presença de Dom Dario Campos, ofm - Bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim - que rezou a dezena do terço conosco e partilhou algumas palavras.
 
Que tal caminhar conosco?
 
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PAPA NO TWITTER EM LATIM


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa lançou no Twitter a versão em latim. Trata-se da nona língua, após o inglês, espanhol, italiano, francês, alemão, português, polonês e árabe.

Bento XVI assim define seu Twitter em latim: “Pagina Publica breviloquentis”. No seu primeiro tweet de boas-vindas escreve: “Tuus adventus in paginam publicam Summi Pontificis Benedicti XVI breviloquentis optatissimus est”, isto é, “O teu acesso na página Twitter oficial do Sumo Pontífice Bento XVI é muito bem vindo”.

O Papa já superou 2 milhões de seguidores no Twitter. (JE)

 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

GEV DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM PARTICIPA DA EUCARISTIA EM SERRA

Como é de conhecimento de muitos da Família da Esperança e demais pessoas que acompanham os trabalhos desenvolvidos na recuperação de dependentes químicos na Fazenda da Esperança espalhadas pelo Brasil e demais países, no Estado do Espírito... Santo, mais precisamente no Município de Serra (região metropolitana de Vitória) foi inaugurada no primeiro semestre do ano de 2012, uma fazenda masculina.

Na ocasião dessa inauguração haveria a Celebração Eucarística presidida por Dom Luiz Mancilha Vilela, ss.cc. - Arcebispo Metropolitano de Vitória do Espírito Santo e concelebrada pelos demais bispos da Província Eclesiástica do Estado do Espírito Santo, no entanto, não houve um espaço dado pelos nobres políticos que estiveram nesse evento.

Diante dessa situação, viu-se, por bem, marcar um dia especial para marcar a presença de Deus na vida de cada jovem que lá está para encontrar-se consigo mesmo, com os irmãos na caminhada e, em especial, com o Senhor da Vida, através da Celebração da Santa Missa.
 
E assim foi feito. Novamente, Dom Luiz Mancilha Vilela, ss.cc. - Arcebispo de Vitória - presidiu a Eucaristia, concelebrada pelos bispos auxiliarres da Arquidiocese de Vitória, por Frei Hans Stapel, ofm e demais sacerdotes, para assim marcar a presença da Igreja e o apoio da Igreja Particular presente na Grande Vitória.

O Grupo Esperança Viva de Cachoeiro de Itapemirim fez unidade com os irmãos da Família da Esperança presente em Serra e estiveram presente os ES Pablo, Paulinho e Gustavo e o Sr. Botelho, para participar da Santa Missa e, também, partilhar a vivência do GEV junto a todos que lá estiveram.
 
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